terça-feira, 23 de março de 2010

4 – AGRADECIMENTO AO RIO

Estava predestinado,
o teu murmúrio amado?
o teu som, esse teu canto?
Estava predestinado?

Tu chamaste-me, ribeiro:
até à filha do moleiro!
Não foi? Eu entendi bem?
Até à filha do moleiro!

Ela tinha-te enviado?
ou já me tens perturbado?
Gostaria de saber
se ela te tinha enviado.

Seja como for, agora
só sigo por aqui fora.
Encontrei o que buscava,
seja como for, é agora.

O que tenho agora chega:
um moinho que me emprega
as mãos e até o coração.
E como chega e emprega!

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