terça-feira, 23 de março de 2010

5 – DEPOIS DO TABALHO

Tivesse eu mil braços possantes
para empurrar noras gigantes,
pudesse eu por bosques soprar
e quaisquer pedras arrastar,
para que ela, a bela moleira,
visse a minha alma verdadeira!

Ah! como é tão fraco o meu braço!
o que levanto, o que suporto,
o que desfaço e o que corto,
qualquer puto me leva o passo!

Grande roda, após o trabalho,
na calma do primeiro orvalho;
o patrão está satisfeito
com o trabalho que foi feito;
despede-se a bela moleira,
diz boa noite à roda inteira.

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