terça-feira, 23 de março de 2010

6 – CURIOSO

Às flores não pergunto,
nem pergunto às estrelas;
as coisas que me intrigam,
não poderão dizê-las.

Eu não sou jardineiro,
chegar ao céu não pude:
pergunto ao meu ribeiro
se o coração me ilude.

Ribeiro, meu amor,
como estás tão mudo hoje!
Só quero uma resposta,
palavra que me foge.

Essa palavra é Sim,
Não, é o seu companheiro;
ambas palavras fecham
em mim o mundo inteiro.

Ribeiro, meu amor,
o teu encanto chama-me!
Não quero dizer mais:
diz, ribeiro: ela ama-me?

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